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sábado, 2 de abril de 2011

Não tenho fé suficiente para ser ateu #01

Faz tempo que eu não posto aqui...


Bom, eu estou lendo um livro muito, muito bom, chamado "Não tenho fé suficiente para ser ateu" de Norman Geisler & Frank Turek.


Em meio à metáforas, teorias e experiências pessoais, o(s) autor(es) afirma(m), entre muitas coisas, que a "tolerancia religiosa não pode existir", que é "impossível que todas as religiões sejam verdadeiras", há, sim, verdade absoluta, a lógica é uma só (há várias lógicas baseadas nas mesmas "leis fundamentais de pensamento") e as contradições de Kant e Hume "inevitáveis".


Apesar de precisar queimar alguns neurônios e ler várias vezes a mesma afirmação, o livro é bem simples, os autores conseguem explicar de forma completa suas idéias e refutar as teorias facilmente, e o principal: cativa o leitor a pensar e a dizer: "nossa, isso pode ser verdade!"


Capitulo 1: PODEMOS SUPORTAR A VERDADE?


Segundo o livro, nós escolhemos a verdade que queremos crer. Dizemos que a verdade é relativa quando, no entanto, a verdade é absoluta! Porque todas as mães dizem aos seus filhos para sempre contar a VERDADE se a verdade é relativa? Se a minha verdade pode ser a sua mentira? Todos nós concordamos que assassinato é um crime (tanto faz, na Japão ou nos EUA, assassinato é um crime). Logo, temos por verdade a afirmação "assassinato é crime.". Então, temos uma verdade em comum, uma verdade absoluta.


" Como temos certeza de que você já percebeu, existe uma grande contradição aqui. Por que exigimos verdade em tudo, exceto na moralidade e na religião? Por que dizemos "isso é verdade para você mas não para mim", quando estamos falando sobre a moralidade ou religião, mas nunca pensamos nessa falta de sentido quando estamos falando com um corretor de ações da balsa de valores sabre a nosso dinheiro ou com a médica sabre a nossa saúde? " - Pág. 21


O autor rapidamente conclui que a verdade é absoluta, porém suas crenças é que mudam. Porém, não são as crenças que modificam a verdade. Ex.: 2 + 2 = 4, desde que o mundo é mundo isso é verdade. Entretanto, meu amigo, por exemplo, não crê nessa afirmação. Isso não faz dessa verdade uma mentira, simplesmente há crenças diferentes sobre ela. Podemos afirmar também que a verdade é transcultural, ou seja, é verdade para todos, apesar de suas diferentes crenças e que a verdade é sempre DESCOBERTA, nunca inventada.


O que me fez pensar foram as consequencias das falsas afirmações. Se os defensores dessa ideia absurda dizem que a verdade é relativa, então, se a minha verdade é diferente para cada um, em cada situação. Logo, se você diz a alguém: "NÃO PODE MENTIR!", então, ela pode te dizer: "não, não...isso é verdade para você e não para mim.".

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